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19
19 DEZ 2025
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Vaqueiro conhece equipe que o salvou de parada cardiorrespiratória
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Uma reencontro marcado pela emoção. Ontem (18), um trabalhador rural de João Monlevade teve a oportunidade de agradecer àqueles que lhe permitiram continuar vivendo. O vaqueiro Adriano Sebastião da Silva (foto ao lado), morador do bairro Sion, conheceu as equipes do Corpo de Bombeiros Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Defesa Civil que o socorreram quando sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa, para a qual se mudara poucos dias antes.

Adriano, hoje com 53 anos, é um homem simples, alegre e muito brincalhão. Ao ser cumprimentado, diz: “Senhor está no Céu”. Arrancou risadas da equipe ao lembrar as vestes que usava no hospital. Deixou o ambiente descontraído como num encontro de família: “Só não estou fazendo extravagâncias”.

Na ocasião, Adriano conheceu o médico Luís Augusto Ferreira e a enfermeira Viviane Ambrósio Passos, do Samu; o tenente Rubens Nery e os cabos Neves e Ana Melo, do Corpo de Bombeiros; e o coordenador da Defesa Civil municipal, Edemir Alves. Durante a visita, ele estava acompanhado pela esposa Maria José Crispim, pela nora Lindamara Gomes e pelas netas, Estela e Jade Vitória.
 

Batalha pela vida

Dona Maria José, esposa de Adriano, conta que, no dia dos fatos, 14 de outubro, os dois conversaram bastante. A seguir, o marido foi tomar banho. Ela fechava a portinhola da varanda, quando notou o barulho de uma cadeira caindo ao chão. Ao perceber que Adriano estava caído, ela gritou imediatamente aos vizinhos, pedindo ajuda: “Fiquei desesperada. Nunca vi nada assim”.

Dois homens acorreram para acudir ao trabalhador rural, sendo um deles Suzander Vieira, patrão de Adriano. A partir daí, começou uma intensa e longa operação para salvar a vida do vaqueiro. Foi chamado Edemir Alves, e logo os bombeiros militares e o Samu. Sete profissionais empenharam-se na dura missão de manter vivo o morador do bairro Sion, que estava inconsciente e sem respiração natural.

Pelo Corpo de Bombeiros, participaram o sargento Nunes, a cabo Ana Melo e o soldado Ferreira. A equipe da Unidade de Suporte Avançado do Samu foi composta pelo médico Luís Augusto Ferreira, pela enfermeira Viviane Ambrósio Passos e pelo motorista Saulo. Pela Defesa Civil, atuou Edemir Alves.

Seguindo o protocolo para ocorrências desse tipo, as equipes realizaram as manobras de compressão toráxica e ventilação assistida. Adriano recebeu várias injeções e mais de uma dezena de aplicações do desfibrilador. A batalha durou cerca de 25 minutos, mas o trabalhador pôde ser estabilizado e encaminhado ao Hospital Margarida. Na Câmara Municipal, o vereador Sinval Dias (PL) demonstrou-se impressionado com o socorro que testemunhara.

O próprio Adriano conta que chegou a pensar que morreria. Foi ao acordar que se inteirou do que passara. Ele ficou cerca de um mês internado para se recuperar, e agora está de volta à sua casa. Aos poucos, retoma o ritmo: “Não consigo ficar parado”. Com sua forma bem-humorada, ele agradeceu a cada um que o ajudou a permanecer vivo: “São heróis!”.
Socorro imediato

O médico Luís Augusto Ferreira foi o responsável pela administração dos choques do desfibrilador em Adriano. Ele conta que, segundo estatísticas europeias, menos de 10% das pessoas que sofrem uma parada cardiorrespiratória conseguem sobreviver. Destes, uma minoria retoma a vida sem sequelas, como no caso de Adriano.

Ele e o tenente Rubens Nery, comandante do posto avançado do Corpo de Bombeiros Militar em João Monlevade, destacam que, em ocorrências desse tipo, nenhum segundo pode ser perdido, e o socorro precisa ser acionado imediatamente. A enfermeira Viviane Ambrósio Passos destaca a união, a integração e a sinergia entre as diferentes equipes para atuar sem desencontros, otimizando os esforços e aumentando a eficiência.

Em caso de emergência, o cidadão não pode hesitar, devendo procurar ajuda imediatamente. O Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193; o Samu, pelo 192; e a Defesa Civil, pelo 199.

Fonte: A Notícia Regional